segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Severo Snape nos ensina o que é Coragem

Coragem, uma virtude muito mal compreendida no momento atual. A coragem é mais que enfrentar desafios, e está relacionada com o coração. Etimologicamente vem do latim coraticum, cor (coração) + aticum (ação), ou seja, agir com o coração.

Muito mais que subir montanhas e saltar de grandes alturas, a coragem é um ato nobre do ser humano de agir com o melhor que existe dentro dele, com o mais profundo de seu coração. Por isso, Severo Snape dentro dos simbolismos de Harry Potter, representa essa admirável e rara virtude.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Giordano Bruno, mártir da ignorância humana


"Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos." (Giordano Bruno, A ceia de cinzas).

Em 27 de janeiro, nasceu Mozart, o compositor; em 17 de fevereiro, morreu Giordano Bruno, o filósofo. Do primeiro, pouco se precisa falar: todos lembram do prodígio que, ao cinco anos de idade, compunha e dava concertos ao piano. Nem todos lembram tanto, porém, do segundo, filósofo condenado à fogueira por heresia e executado em 1600 por afirmar, entre outras coisas, a existência

domingo, 31 de julho de 2016

Do interior do Homem, um silencioso chamado



Em nossos dias, muitas propostas têm sido feitas em nome da felicidade humana: o carro do ano, a roupa da moda, “ser a bola da vez”...  A viagem dos sonhos, o cargo mais importante, o salário mais cobiçado, o chefe mais camarada, o parceiro(a) ideal, os filhos ideais... Para cada necessidade humana, uma solução à pronta entrega. Mas, chega um momento que o ser humano se pergunta: há algo mais?  Será que sabemos de fato quem somos nós e o que nos torna plenos de realização e bem estar apesar de tantas circunstâncias vividas?

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Amigos e bolinhas de vidro





Ter amigos é uma preciosidade. Amigos são como pedras preciosas e, como tais, difíceis de encontrar. Mas atualmente não temos o hábito de dar nomes que diferenciem e definam bem o que são as coisas. Por isso acabamos chamando de amigos muitas pessoas que talvez não o sejam. Confundimos diamantes com bolinhas de vidro.
Hoje é comum chamar de amigo aquele que gosta das mesmas coisas que nós gostamos e que, por isso, sempre concordam conosco. Chamamos de amigo aquela pessoa que encontramos no trabalho diariamente e com quem, quase que automaticamente, compartilhamos nosso cotidiano. Chamamos de amigo aquele que nos ajuda a “dar um jeitinho” em alguma coisa, porque, afinal, “é nosso amigão....”  Mas será que esses amigos são preciosidades de fato?

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A Felicidade


Olhando para o nosso mundo, e analisando estatísticas de saúde, violência e dos muitos males sociais dos quais padecemos, alguém até poderia se questionar se a felicidade realmente existe.
A maioria das pessoas acredita que a felicidade é uma condição a ser alcançada no futuro, como resultado da conquista de uma série de bens, tangíveis ou intangíveis, que podemos ir acumulando e mantendo ao longo da vida. Esses bens vão ser bastante variáveis, tais como saúde, família, riqueza, beleza, poder, status, fama, sucesso, e muitos outros.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Eu acredito em príncipes e princesas, no Amor… e na Vida

Eu acredito em príncipes e princesas, no Amor… e na Vida
     Quando era pequena, amava aquela passagem do Peter Pan, onde a Sininho falava que, cada vez que alguém dizia não crer em fadas, uma fada morria. Batia palmas, energicamente, junto com Peter Pan, para que ela voltasse à vida, e vibrava quando ela alçava voo, espalhando pó de pirlimpimpim para todos os cantos.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Como massinha de modelar...

Ninguém se esqueceu, penso, das massinhas de modelar com que brincávamos na nossa infância; alguns, como eu, se reduziam a fazer bolinhas coloridas, mas os mais habilidosos chegavam a pequenas esculturas muito graciosas; bons momentos foram passados ao lado deste brinquedo.
Também chega a ser bem óbvio que continuamos, em outras fases da vida, “modelando” outras “massinhas”, às vezes bem mais sutis, como pensamentos e sentimentos, nossos e alheios, até as substâncias mais concretas, como palavras e atos. Também poderíamos medir a nossa habilidade para lidar com estas substâncias pela galeria de “produtos” que vamos deixando para trás, dentro e fora dos outros e de nós. Isso constitui nossa história, nossa memória, a síntese do que deixamos registrado na vida.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A menina que vendia castanhas


Numa manhã nebulosa e fria, fazendo o meu trajeto matinal, de automóvel, lembrei subitamente de um livro de histórias que eu possuía, na minha infância... Dessas lembranças que afloram de repente, parece que para nos cobrar alguma coisa, e vão-se embora, sem maiores explicações. Era uma história de uma menina, um daqueles desenhos em que os olhos do personagem são desproporcionalmente grandes, redondos e vivos: ela vendia castanhas num local onde nevava. As pessoas passavam, caíam flocos de neve e ela oferecia, desde seu carrinho onde ardia um pequeno lampião, castanhas... Uma paisagem exótica para uma criança brasileira; um mundo onde tudo parecia distante, misterioso e belo. E eu sonhava e sonhava com um mundo onde tudo fosse assim:

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Estamos no outono, e se aproxima o inverno...


Esta manhã, ante o espelho, passei alguns minutos brincando com meus cabelos brancos; e brincar é o verbo correto a empregar aqui, pois parecia uma criança curiosa diante da descoberta de um brinquedo novo.
Desde os 18 anos de idade, por gosto pessoal, sempre tingi meus cabelos, e esse hábito retardou a “grande descoberta”. Tudo começou precisamente num dia em que, vendo se já era hora de renovar a pintura, examinei e percebi que vinham lá não apenas cabelos escuros, como sempre, mas alguns diferentes, absolutamente prateados. Fiquei tentada a desacelerar o ritmo do retoque da tintura para receber os visitantes, deixa-los crescer, pois queria vê-los e saborear a novidade.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Reflexões sobre Jung – “Questão do Coração”



Em tempos em que nem sempre as opções oferecidas pelos cinemas parecem ou são realmente interessantes, uma dica para quem deseja selecionar bem o que assistir em casa. Produzido em 1986 nos Estados Unidos, "Questão do Coração" é um documentário sobre vida e obra de Carl Gustav Jung, que foi lançado Brasil apenas no dia 6 de dezembro de 2013, pela Versátil. Consta de uma entrevista com o próprio Jung, datada da década de 50, e com depoimentos de vários de seus amigos e alunos.
Dentro da densa quantidade de informações oferecidas, nem sempre fáceis de compreender, destaca-se a ideia do inconsciente,